Olá, meu nome é Keith e eu tenho problemas com alimentação desde que me entendo por gente.
É um bom jeito de começar a se definir? Não sei, mas é verdade.
O curioso disso é que eu sempre gostei de cozinhar. Aquele bolinho, biscoito, massa? Lanche e sobremesa é comigo. Almoço? Comida diária? Aí é me fazer sofrer.
A última vez que falei disso com uma nutricionista, ouvi que eu deveria estender o comer pra outras partes do meu corpo. Sentir o cheiro, ouvir minha mastigação, apalpar a comida, ter algo que enchesse os olhos. Mas, minha querida, não me faça fazer isso com feijão. Não, não. O reflexo do meu corpo é a comida travar na garganta e tremeliques se espalharem pela pele.
Memórias vem à superfície da pequena Keith chorando à mesa porque não conseguia terminar de comer um prato no almoço e da pequena Keith estrategicamente fazendo camadas de comida e cobrindo com lixo pra ninguém descobrir que a comida foi descartada. Também memórias da pequena eu tendo crises compulsivas com alimentos açucarados. Muitas embalagens, esconderijos e desculpas quando descoberta.
Só cheguei a ter consciência da compulsividade na idade adulta, em especial, depois do diagnóstico de Diabetes tipo 2.
Tenho plena consciência de que parte desses problemas seriam resolvidos com acompanhamento psicológico e nutricional, coisas não disponíveis no momento. Então, até lá, tenho... blog. baby steps.
Estou disposta a tentar me comprometer com a experiência de cozinhar comidas que eu possa agregar na minha alimentação diária. Nem sempre serão saudáveis e vez em quando meterei uma sobremesa, porque, vai, é o meu jeitinho.
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Apelido: Kiff
Profissão: Designer gráfico, ilustradora
Hobbies: manualidades diversas (cerâmica fria, crochê e bordado), além de filmes e livros
Comida favorita: empadão e poke
sobremesa favorita: coisas fritas com doce de leite